Momentos Tensos

 

June 29, 2011

  • Querida namorada

    Outro dia eu acordei, tomei um banho e notei que a única cueca limpa na minha gaveta era uma meio larga, e foi essa mesmo. Após vestir me senti meio ridículo pois ela deixa muito espaço sobrando na parte da frente, quase como se meu pênis não estivesse ali. Eu parecia estar usando uma calcinha da minha avó, mas como não iria encontrar minha namorada (garota do post anterior) e eu só uso cuecas maneiras quando tenho chances de fazer sexo, resolvi usar aquela mesmo afinal seria um ridículo só pra mim. Toquei o dia normalmente com essa cueca, mas ainda estava intrigado com o fato de ter uma cueca tão estranha. A noite, quando cheguei da faculdade fui tomar banho, ainda estava tentando descobrir a origem daquela cueca e seu formato tão engraçado. Ao sair do banho esqueci minhas roupas no banheiro e fui pro quarto. Só estava eu e meus avós em casa, eis que de repente pude ouvir de dentro do quarto a voz de minha avó dizendo “ué gente, como é que minha calcinha veio parar aqui?” e todo o mistério se dissolveu como uma parede de água. Mais um caso resolvido.

    E é por essas e outras que eu acho que esse blog não é uma boa leitura pra minha namorada.

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April 13, 2011

  • O coração pode ser fácil, mas meu S2 é exigente

    Tudo começou em uma festa a qual fui convidado por uma amigo que encontrei usando um bigode falso assim que cheguei. Era uma festa muito meia boca, mas serviu ao propósito de achar gatas. Bem, na verdade nem achei muitas gatas na festa, mas consegui algo. Ao final da festa trocamos contatos. Não conversamos muito durante a festa, nunca fui bom nesse lance de conversar e ainda por cima estava meio bêbado, só lembro de ter falando pra ela que eu era formado em direto e pergunta do nome dela pouco antes de ir embora.

    Eu como sempre digo odeio pessoas, por muitos motivos. Algumas em especial tipo aquelas pessoas que tentam fazer graça falando coisas sobre vender um rim ou até mesmo perder um, como se ter 2 rins fosse tudo que ela precisa pra ser feliz (não, não tenho ninguém com problema de rim na família) e outras por motivos bobos tipo dividir o cabelo muito na lateral da cabeça, mas essa garota em especial não tinha nenhum deles e acabei gostando dela.

    No dia seguinte quando entrei no msn foi abordado por uma mulher chamada • [c=1][b]T[/c=1][/b], e logo fiquei curioso sobre a origem desse nome que nem russo parecia. Falo com mil pessoas no msn e de fato conheço poucas delas ao vivo, essa garota dizia me conhecer e apesar de ter certeza que não conheço ninguém com o nome de • [c=1][b]T[/c=1][/b] pois seria algo que eu não teria como esquecer não quis discutir o caso. Após alguns minutos de conversa descobri que se tratava da garota da noite anterior. Fiquei constrangido ao ver que ela usava um apelido de internet, principalmente um tão feio quanto “• [c=1][b]T[/c=1][/b] atiane”. Não nego que pensei em evitar ela, mas o avatar dela era uma daquelas fotos estilo orkut, na qual a pessoa fica segurando uma câmera em frente ao espelho e faz bico ao fundo, isso de alguma forma misteriosa me amoleceu. Não gosto desse tipo de fotos, acho uma das coisas mais erradas que uma pessoa pode fazer na vida sem envolver armas e alunas de colégios públicos do RJ, mas não conseguia para de pensar o quão solitária ela deveria estar começar a tirar fotos com o espelho ou em quão desesperada pra vender a câmera ela estaria. Resolvi tentar que em um futuro tiraria isso dela e segui em frente, acabamos marcando de nos ver durante a semana. Agora é só rezar pra ela não ver esse texto, já que ela acompanha meu blog, como diria ela “rsrsrs…”.

    OBS: Se você tira fotos no espelho LIMPE O ESPELHO ANTES DAS FOTOS.

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March 30, 2011

  • Meu medo de piadas

    Essa semana sai com umas amigas, andar com amiga mulher é algo muito complicado pra mim. Ter que ficar ligado que quando elas falam de “Vale Tudo” é a novela de décadas atrás não o UFC é pedir muito de mim em meu momento de recreação. Eu cai nessa do UFC essa semana, e o pior é que elas ainda pensaram sério que eu tentei fazer uma piada por achar que era a luta, foi tão triste. Não conto piadas.

    Uma coisa que me perguntam muito agora que larguei o emprego é se vou trabalha com humor. Nada contra humoristas, mas uma coisa que eu evito na minha vida são profissões que nego possa pedir palinha. Pedir uma palinha do que o cara faz pra ganhar a vida talvez seja o hábito mais filho da puta que do ser humano. Algumas profissões são isentas disso, tipo o cara que lava louça em restaurante, tu nunca vê em uma roda de amigos no bar um cara virar pro outro e fala “Ih! Você lava a louça do restaurante ali da esquina? Porra tá de sacanagem, então você dá uma palinha pra gente! Ô GILBERTO, LIBERA A PIA PRA GENTE AI QUE HOJE TU VAI VER UM PROFISSIONAL AGINDO!”, não, isso nunca acontece. Já um humorista sempre que se revela no meio de colegas ele tem que ter uma piada no bolso. Francamente eu acho muito difícil isso de contar piadas, nunca tento fazer pois sei bem como funciona.

    Nunca conto piadas porque contar piada é uma coisa que na minha opinião merecia um curso de 8 anos nas universidades. Quem conta piada, diferente de um médico por exemplo, nunca pode errar. Se você é um médico cirurgião e esquece uma tesoura dentro de alguém a pessoa tem grandes chances de morrer, ou na pior das hipóteses vai te processar, ganha um dinheiro de você, talvez vá até aparecer no Fantástico, acabar com sua carreira e ser grato a você por ter esquecido a tesoura lá dentro. Quando você conta uma piada ruim é um momento muito tenso pro comediante porque a pessoa sempre continua viva, sabe que não pode te processar pra ganhar um dinheiro por isso e tem certeza que nem vai aparecer no Fantástico acabando com sua carreira, logo ela se sente ofendida.

    Obs.: Foi juntando esse pensamento a minha pretensão salarial que percebi de que se eu não conseguir estágio em jornalismo até o final de abril é bom eu aprender a matar pessoas bem rápido.

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March 22, 2011

  • As gatas da faculdade

    Uma coisa que me seduz em uma mulher é a falta de dinheiro. Uma vez eu estava saindo com uma mulher que era super gata e legal. Quando chegou perto do aniversário dela comecei a ficar preocupado com o que eu daria pra ela de presente. Alguns dias antes do aniversário ela foi visitar o pai e ganhou um carro zero de presente depois disso foram uns dois ou três passos, um cara que malhava os braços em uma quarta-feira a tarde e o fim. Sei que muitos homens devem estar pensando “se fosse eu comia ela bem comido”, mas infelizmente mesmo que fosse enorme meu pênis nunca iria levar ela sentada, no ar-condicionado e ouvindo mp3, pro trabalho todo dia de manhã. Desde então sempre que conheço uma mulher bonita rezo pra que ela e sua família sejam muito pobres.

    Infelizmente pra um cara que vê no mundo como eu, estou em um caminho errado. O único lugar fora da minha casa onde vou e tem mulher é a minha faculdade, mas ela fica em um dos bairros mais playsson (ricos) que eu conheço. Na minha faculdade é impossível conhecer uma garota pobre. Pra ser sincero, pra mim na minha faculdade é impossível simplesmente conhecer uma garota qualquer, ou até mesmo um homem (fato do qual eu não reclamo) pois se eu fizer amigos tenho que confraternizar com eles. O chopp perto da faculdade custa 6 reais, e se tem uma coisa que meu pai me ensinou nessa vida é que tudo que eu gasto com homens é o que vai faltar quando eu for sair com mulheres. Uma filosofia estranha pra um cara que nunca pagou pensão pra minha mãe, mesmo assim sempre soou bem nos meus ouvidos.

    Estou na terceira semana de aula e não falo com ninguém na faculdade, ou seja, seguia tudo como o previsto. Hoje depois da aula, eu estava no elevador e quando a porta começou a fechar apareceu uma mulher muito gata olhando pra mim e disse algo, mas não consegui entender o que era. Foi a primeira vez que uma mulher na faculdade, que não é uma professora, falou comigo. Dava pra ter segurado o elevador, mas eu estava certo de que as minhas chances com uma mulher daquelas são as mesmas que as de um cara de 300kilos, pelado, deitado com a bunda pro alto, tem de seduzir a Penélope Cruz ao tentar se virar pra esconder a bunda e não conseguir. Logo me pareceu uma melhor opção não segurar o elevador e descer achando ter ouvido um “quero te chupar”, e foi o que eu fiz. Quando cheguei no ponto de ônibus notei que minha carteira não estava no bolso, voltei o caminho até a faculdade e nada. Fui na secretaria ver se achava e quando perguntei pra um atendente que já estava a fechar a secretaria ele virou pra mim e disse jogando a minha carteira “é essa? Uma mulher extremamente gostosa acabou de deixar aqui”. Admito que fiquei feliz em ver que meus 7 reais ainda estava nela, pois eles só provavam que eu tomei a decisão correta ao não parar pra falar com a mulher no elevador. Nem pobre ela era.

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March 17, 2011

  • Um atleta

    Pela manhã antes do sol sair eu ainda não tinha ido dormir. Pensei “vou fazer algo por mim”. Peguei um tênis de molas, tipo aquele “da moda”, mas que você nunca vê um Ashton Kutcher da vida usando em nenhum desses desfiles de moda, mas vê no pé de qualquer moleque que seja minimamente maneiro dentro de um baile funk, e sai para correr. Corri a manhã inteira, por cerca de 10 minutos e quando cheguei na padaria ela já estava abrindo. Pensei “saco vazio não para em pé” e assim comi 2 coxinhas com catupiri as 6 da manhã. Assim que acabei de comer me senti meio mal, não pro ter feito da primeira refeição do dia dois salgados que provavelmente deveriam ter sido fritos na manhã do dia anterior, mas sim pelo fato do algo que fiz por mim ter sido engordar. Ali estava eu, 2 coxinhas mais pesado e sem limites, e mais uma vez eu pensei. Pensei “vou virar esse jogo”, e sai correndo freneticamente atrás da leveza perdida. Talvez eu tenha sido mal interpretado por ter saído correndo do nada, uma vez que só lembrei que não havia pago os salgados horas depois. Deus dará.

    Movido por algum tipo de instinto imbecil corri por cerca de 1 hora parando pra respirar a cada 3 minutos e ao fim dessa uma hora notei que estava muito longe de onde eu moro. Sentei num banco em uma pracinha pra pesquisar quanto tempo eu levaria pra morrer se arrancasse alguns órgãos que doíam muito naquele momento. Olhei minha barriga e lá estavam elas, as coxinhas. Me senti derrotado, havia saído de casa antes das 6 da manhã para ganhar barriga. Senti vontade de chorar, mas antes que eu me permitisse tal derrota fui abordado por um jovem mendigo carregando um colchão de acampamento sujo em suas costas, ele pegou minha mão, a apertou e disse que era um “playboy”, que só usava Nike e cordão de ouro, não aceitava menos que isso, mas havia sido roubado, dormiu na rua e precisava de $ 2,00 pra comprar um salgado. Não é porque me perdi que vou atrapalhar os outros. Disse ao jovem que não daria o dinheiro pro salgado, mas se ele quisesse eu o emprestaria o dinheiro da passagem pra casa, ele ficou puto e saiu me xingando. Nem tentei entender, playboys pra mim são uma raça quase tão complexa quanto mulheres.

    Alta sociedade (os ricos)

    Com medo de que ele voltasse cheio de seguranças armados, resolvi que o melhor a fazer era continuar minha corrida. Seguindo ainda contra meu bairro corri por mais uns 30 minutos (no meu rítimo), parei olhei para minha barriga e nada de diferente. Eis que nesse momento tomei a única decisão correta do dia, resolvi voltar pra casa e ali parei de correr e voltei andando com minhas coxinhas. Cheguei em casa quase 11 da manhã e sentindo uma enorme vontade de vomitar, lá se foram as coxinhas. Desmaiei no banheiro mesmo e acordei a noite quando meu irmão apareceu em casa, acho que meu cachorro ou talvez meu irmão tinha mijado em mim. Levantei ainda cansado tomei um banho e fui dormir me sentindo muito mais do que um atleta, um vencedor. E é por isso que resolvi voltar a ir ao psicólogo essa semana.

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