March 30, 2011
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Meu medo de piadas
Essa semana sai com umas amigas, andar com amiga mulher é algo muito complicado pra mim. Ter que ficar ligado que quando elas falam de “Vale Tudo” é a novela de décadas atrás não o UFC é pedir muito de mim em meu momento de recreação. Eu cai nessa do UFC essa semana, e o pior é que elas ainda pensaram sério que eu tentei fazer uma piada por achar que era a luta, foi tão triste. Não conto piadas.
Uma coisa que me perguntam muito agora que larguei o emprego é se vou trabalha com humor. Nada contra humoristas, mas uma coisa que eu evito na minha vida são profissões que nego possa pedir palinha. Pedir uma palinha do que o cara faz pra ganhar a vida talvez seja o hábito mais filho da puta que do ser humano. Algumas profissões são isentas disso, tipo o cara que lava louça em restaurante, tu nunca vê em uma roda de amigos no bar um cara virar pro outro e fala “Ih! Você lava a louça do restaurante ali da esquina? Porra tá de sacanagem, então você dá uma palinha pra gente! Ô GILBERTO, LIBERA A PIA PRA GENTE AI QUE HOJE TU VAI VER UM PROFISSIONAL AGINDO!”, não, isso nunca acontece. Já um humorista sempre que se revela no meio de colegas ele tem que ter uma piada no bolso. Francamente eu acho muito difícil isso de contar piadas, nunca tento fazer pois sei bem como funciona.
Nunca conto piadas porque contar piada é uma coisa que na minha opinião merecia um curso de 8 anos nas universidades. Quem conta piada, diferente de um médico por exemplo, nunca pode errar. Se você é um médico cirurgião e esquece uma tesoura dentro de alguém a pessoa tem grandes chances de morrer, ou na pior das hipóteses vai te processar, ganha um dinheiro de você, talvez vá até aparecer no Fantástico, acabar com sua carreira e ser grato a você por ter esquecido a tesoura lá dentro. Quando você conta uma piada ruim é um momento muito tenso pro comediante porque a pessoa sempre continua viva, sabe que não pode te processar pra ganhar um dinheiro por isso e tem certeza que nem vai aparecer no Fantástico acabando com sua carreira, logo ela se sente ofendida.
Obs.: Foi juntando esse pensamento a minha pretensão salarial que percebi de que se eu não conseguir estágio em jornalismo até o final de abril é bom eu aprender a matar pessoas bem rápido.
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